A trilogia até aqui:
The Hitchhiker’s Guide to The Galaxy
Para quem não sabe, “The Restaurant at the End of the Universe“, publicado como “O Restaurante no final do universo” é o segundo livro da série The Hitchhiker’s Guide to The Galaxy.
Como eu não quero dar muitos spoilers sobre a história, então decidi apenas descrever alguns lugares incríveis da jornada e alguns fatos interessantes.
A busca dos personagens sobre a busca da Pergunta Fundamental da Resposta Final sobre a Questão da Vida, o Universo e Tudo Mais se transforma na busca pela pessoa que rege o universo, por que de fato, o presidente da galáxia é apenas alguém para desviar a atenção das tomadas de decisão, que na verdade apenas 6 pessoas no universo sabem onde o poder realmente é exercido. O lugar que essa pessoa fica está bem escondido no universo, não simplesmente por ser longe, mas sim por estar coberto por um vasto campo de improbabilidade, e apenas estas 6 pessoas sabem quão improvável é chegar lá(de acordo com a teoria da improbabilidade, se você sabe quanto improvável é acontecer algo, isso provavelmente acontecerá).
O primeiro lugar dessa viajem é o planeta Beta da Ursa Menor, um planeta que graças a uma peculiaridade inexplicável de geografia, é formado somente de litorais sub-tropicais, e graças a outra peculiaridade inexplicável por estar em um sistema solar binário(duas estrelas), é sempre dia nesse planeta.
Sendo assim os habitantes desse lugar estão sempre em busca de iluminação espiritual e passam o tempo todo se divertindo, se bronzeando, e descansando depois de passar uma tarde na praia não fazendo nada. Tem também os surfistas mentais, que surfam um metro acima das ondas das praias como se não fosse nada demais.
Existe uma única cidade nesse planeta, que só é chamada de cidade por ter uma concentração de piscinas maior que nos outros lugares, e também é a sede da editora do Guia do Mochileiro das Galáxias, um prédio gigante e brilhante financiado com o dinheiro ganho de um processo sobre uma empresa de cereais matinais.
Outro lugar incrível, é o restaurante no final do universo, um restaurante que fica no limite do tempo, um pouco antes do universo se colapsar e não existir mais.
O Restaurante no Fim do Universo é um dos acontecimentos mais extraordinários em toda a história dos restaurantes. Foi construído a partir dos restos fragmentários do… será construído a partir dos restos fragmentários do… ou seja, já terá sido construendoído a essas alturas, e de fato já havereria tendo sido…
Um dos maiores problemas encontrados em viajar no tempo não é vir a se tornar acidentalmente seu próprio pai ou mãe. Não há nenhum problema que uma família de mente aberta e bem ajustada não possa lidar. Também não há nenhum problema em mudar o curso da história – o curso da história não muda porque todas as peças se juntam como num quebra-cabeças. Todas as mudanças importantes já ocorreram antes das coisas que deveriam mudar e tudo se resolve no final.
O maior problema é simplesmente gramatical, e a principal obra a ser consultada sobre esta questão é o tratado do Dr. Dan Streetmentioner, o Manual das 1001 Formações de Tempos Gramaticais para Viajantes Espaço-Temporais. Nesse livro você aprende, por exemplo, como descrever algo que estava prestes a acontecer com você no passado antes que o acontecimento fosse evitado quando você pulou para a frente dois dias. O evento é descrito a partir de diferentes pontos de vista, conforme você esteja se referindo a ele do seu próprio instante, de uma época no futuro ou de uma época no passado, e a coisa toda vai ficando ainda mais complicada caso você esteja conversando enquanto viaja de um instante no tempo para outro na tentativa de tornar-se seu próprio pai ou sua própria mãe.
A maioria dos leitores chega até o Futuro Semicondicionalmente Modificado Subinvertido Plagal do Pretérito Subjuntivo Intencional antes de desistir. Por isso, em edições mais recentes desse livro, as páginas subsequentes tem sido deixadas em branco para economizar custos de impressão.
O Guia do Mochileiro das Galáxias passa levemente por cima dessas complexidades academicas, parando apenas para notar que o termo “Pretérito Perfeito” foi abandonado depois que se descobriu que não era bem assim.
Resumindo:
PS: Para correções dos tempos verbais, consulte o livro do Dr. Streetmentioner.
O Restaurante no Fim do Universo é um dos acontecimentos mais extraordinários em toda a história dos restaurantes.
Foi construído a partir dos restos fragmentários de um planeta em ruínas que se encontra fechado numa vasta bolha de tempo e projetado em direção ao futuro até o exato momento preciso do Fim do Universo.
Muitos diriam que isso é impossível.
Nele, os fregueses senta-se nas mesas e comem suntuosas refeições enquanto contemplam toda a criação explodir a sua volta.
Muitos diriam que isso é igualmente impossível.
Você pode chegar e se sentar em qualquer mesa que deseje sem reserva prévia porque é possível fazer a reserva retrospectivamente, quando você voltar para seu próprio tempo.
Agora muitos insistiriam que isso é absolutamente impossível.
No Restaurante, você pode encontrar e jantar com um fascinante corte transversal de toda a população do espaço e do tempo.
Como pode ser pacientemente explicado, isso também é impossível.
Você pode comer lá quantas vezes quiser e ter a certeza de nunca encontrar consigo próprio, por causa do embaraço que isso costuma ocasionar.
Mesmo se o resto fosse verdadeiro, o que não acontece, isso é veementemente impossível, dizem os céticos.
Tudo o que você precisa fazer é depositar um centavo numa conta de poupança em sua própria era e, quando chegar ao Fim dos Tempos, o total de juros compostos acumulados significará que o preço astronômico de sua refeição já estará pago.
Muitos alegam que isso não é só completamente impossível como também claramente insano, e foi por isso que o pessoal de marketing do sistema estelar de Bastablon criou o slogan: “Se você fez seis coisas impossíveis esta manhã, por que não terminar seu dia com uma refeição no Milliways, o Restaurante no Fim do Universo?”.
Todas as noites (tudo bem que noite não faz sentido quando se está no final do universo) o restaurante passa pelo fim da historia em si e depois usa seus propulsores espaço-temporais para voltar na hora do almoço antes do fim do universo. Você pode em apenas um dia começar no extremo oposto do tempo comendo algo no Big Bang Burguer Bar e depois terminar no restaurante.
O show mais barulhento da galaxia, é do Disaster Area, com um som tão potente, que qualquer um em um raio de 15 kms da caixa morreria. Até os próprios músicos tocam de sua espaçonave parada seguramente em órbita ao redor do planeta. Dizem que o melhor lugar para se ouvir um bom som, é a 60 kms dentro de uma caixa de concreto. O show ainda sempre termina com uma nave mergulhando para dentro do sol do sistema estelar de onde esteja sendo realizado, meticulosamente calculado para que a interferencia magnetica ocasianada pelas erupções solares cheguem ao show no ápice da música que fala exatamente sobre isso, por isso e pelo barulho, a maioria dos sistemas estelares proibiram o Disaster Area de aparecer por lá.
Nossos amigos ao fim acabam na terra pré-histórica junto com 1/3 da população de um outro planeta que sofria de super população e que de uma forma criativa eu diria, resolveram esse problema convencendo que seu planeta estava condedano e iriam colonizar outro planeta. Mas apenas 1 das 3 naves partiram, levando as pessoas “indesejáveis” o mais longe possivel.
E os próximos livros da série são, na ordem:
Life, the Universe and Everything
So Long, and thank for all the Fish
Mostly Harmless